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A Delinquência Juvenil


Fenómeno das sociedades modernas,       
a delinquência juvenil é um problema
que tende a agravar-se.

    Todos os jovens fazem parte de um grupo com o qual se identificam. Este grupo tem um papel fundamental na estruturação do adolescente enquanto indivíduo social.

    Cada grupo tem um símbolo, uma referência, um contexto e uma forma de pensar própria. Uns destacam-se pelas roupas, outros pelos penteados, por atitudes radicais ou ainda por uma certa rebeldia.

    A preocupação principal dos pais e educadores é quando o adolescente pertence a um grupo cujos os valores e costumes ficam à margem das normas sociais.

    Abordar este problema com o adolescente, transmitir-lhe as suas inquietações, enquanto pai ou educador, pode revelar-se uma tarefa difícil. Difícil porque não se sabe à partida se o adolescente aceita livremente a sua opinião ou se a recusa, podendo neste caso originar alguns conflitos familiares.

    Aqui ficam alguns conselhos para pais e educadores que lidam diariamente com estes problemas da adolescência.

           - Não vale a pena reprovar a maneira de vestir ou de pentear do adolescente, quando isso se identifica com o símbolo do seu “grupo de iguais”. Lembre-se que as unhas pintadas de azul ou as jeans rotas são fases passageiras. Quanto menos atenção lhes der melhor, porque mais depressa desaparecem.
           - Avalie e pondere bem antes de dizer ao adolescente que o seu grupo de amigos é uma má influência. Se estiver equivocado ele dificilmente o perdoará.
           - Se não gosta do seu grupo de amigos não se recuse a conhecê-los, isso não é solução. De que forma podemos julgar alguém que não conhecemos?
           - Não critique constantemente os seus amigos. O adolescente não vai mudar de opinião relativamente ao seu grupo, pelo contrário, vai protegê-lo e defendê-lo em todas as ocasiões.
           - Nunca argumente dizendo que o adolescente em grupo faz coisas que sozinho não tinha coragem de fazer. É uma verdade incontestável mas é um problema que afecta as multidões, das quais os adultos não estão isentos.
           - Não desanime se o adolescente passa muito tempo com o seu grupo de amigos. Ofereça a sua casa para conviverem, assim poderá conhecer melhor os seus amigos e a forma como ocupam os seus tempos livres. Lembre-se que o convívio com os amigos permite ao adolescente desenvolver uma certa maturidade psíquica e social.

    Mas em determinados momentos torna-se óbvio que o grupo de referência exerce uma influência negativa no adolescente, ou porque começou a consumir drogas, a beber álcool, ou a cometer práticas delinquentes.

    Nestas situações levantam-se as dúvidas, como reagir, o que dizer ou impor como condições. Aqui ficam alguns conselhos para pais e educadores abordarem esta questão com o adolescente:

           - Seja firme nas suas decisões, não ceda a pressões ou a chantagens emocionais do adolescente. Diga não, por muito que lhe custe, porque o mais importante de tudo é a segurança do adolescente.
           - Dê-lhe algum tempo antes de se pronunciar ou tomar uma atitude. Por vezes, o adolescente integra-se num grupo mas passado algum tempo sente necessidade de mudar para outro.
           - Advirta o adolescente que certos comportamentos que se têm em grupo (drogas, álcool, roubos) podem parecer, aparentemente, inofensivos mas a longo prazo trazem consigo problemas ainda maiores.
           - Confie na intuição e na determinação do adolescente. Motive-o a deixar o grupo quando ele sentir que está a perder o controlo da situação.
           - Estabeleça um código com o adolescente para quando ele necessitar de ajuda poder comunicar consigo, sem querer que os outros saibam: uma palavra ou uma expressão pode, num simples telefonema, dar-lhe conta que ele precisa de si.
          -  Tenha uma atitude de amor incondicional. Seja o melhor amigo do adolescente, aquele a quem ele pede os conselhos e as opiniões, aquele que o escuta e o ajuda.

 

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